sábado, 8 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sobre as perdas

Nos últimos 3 anos sofri 3 perdas. A sensação é que uma foi me preparando para a outra, como se o processo já estivesse sido planejado antes, para que eu estivesse bem e tranquila para viver cada uma delas. Quando digo bem e tranquila não é que a dor não exista, muito pelo contrário. Mas é estar completamente consciente da sua existência e tentar senti-la da forma mais serena e prática possível.

A serenidade é a busca pelo mínimo de momentos de desespero, com aquele vício de nos colocarmos como vítima do mundo, com a clássica pergunta: “Porque eu?”. É ÓBVIO que esses momentos existem. Mas tentar minimiza-los e sempre corta-los com um: “Acontece,  faz parte da natureza. O tempo todo pessoas morrem e das mais diferentes formas.”

A praticidade é a tentar voltar à vida o mais rápido possível, fazer as coisas que tem que ser feitas. Isso não significa passar por cima da dor. Mas vive-la dentro da rotina anterior. No meu caso, que tenho um trabalho e projetos que amo, essa volta à rotina foi fundamental.

Mas a vida não tem fórmulas. Cada um encara o luto de uma forma. Eu optei transformar o luto em luta. Combina mais comigo.